Total de visualizações de página

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

OS PRIMEIROS VESTÍGIOS HUMANOS E A DATAÇÃO DO TEMPO ..



                       No final da Era Terciária houve a extinção dos dinossauros. Agora a cena mudou; num átimo, já superamos mais cinquenta milhões de anos, para irmos parar no início da Época Quartenária, quando a terra, após longas transformações, assumira, já, um aspecto muito semelhante ao atual, e as grandes geleiras desciam, como imensos rios, das montanhas europeias.
                     À cerca de 3,2 milhões de anos, habitava a região do deserto de Afar, na África Oriental, uma espécie de hominídeo - ancestral do homem moderno - que era bípede e usava os longos braços para colher sementes, nozes, frutas e capturar insetos. Vivia em pequenos bandos e ocupava ambientes variados, de savanas a florestas. 
                   Estima-se que os primeiros hominídeos surgiram há mais de 5 milhões de anos. Foram os pioneiros do gênero a trocar a vida nas árvores pelo chão e andar sobre duas pernas, deixando as mãos livres para outras funções. 
                  Robert Ardrey, em African Genesis escreveu: "O homem não é nem o produto de um fim de raça, nem um bastardo. Sua linhagem é natural e legítima. Suas raízes atingem um mundo animal cuja marca ele guarda para sempre". 
                  A separação entre o ancestral do homem e o ancestral do macaco fez-se bem mais cedo do que haviam acreditado Darwin e os sábios do século XIX, e do que imaginavam certos sábios, há alguns anos. Em Origine et Destinée de l'Homme, (Masson, 1973). o professor Jean Piveteau escreve: "A paleontologia ensina-nos que os diversos tipos de macacos atuais são muito antigos e que a independência de cada um dos grupos a que pertencem foi adquirida muito cedo, certamente desde o período oligoceno, isto é, há cerca de 50 milhões de anos. Não poderia ter sido diferente com a linhagem  dos hominídeos que, nesta mesma época, já devia seguir sua própria linha evolutiva". 
               O ancestral comum dos homens e dos macacos devia, sem dúvida, ter inúmeros pontos em comum com os chipanzés, os animais mais próximos do homem. Vários cromossomos do homem, que possui 46, são semelhantes aos do chipanzé, que possui 48. Os biólogos puderam, então, dizer que o homem só difere 2,5% do chipanzé e 10% dos outros macacos, comparando a estrutura de seu DNA, o ácido desoxirribonucleico que constitui o núcleo celular, a cromatina e os cromossomos. 
                Em Emergence de l'Homme (Denoel, 1972), John E Pfeiffer, descreve este animal que era nosso ancestral : "Os hominídeos de cerca de 25 milhões de anos atrás eram pequenos seres peludos, simiescos, consideravelmente inferiores aos homens, mas um pouco superiores aos macacos. Provavelmente, usavam artefatos, tais como bastões para cavar a terra e clavas, e andavam de pé grande parte do tempo, carregando seus artefatos .... . Sua evolução foi lenta e durante muito tempo eles permaneceram pequenos caçadores. Seus primeiros acampamentos conhecidos remontam a dois ou três milhões de anos.".
               Desenvolveram-se várias raças de hominídeos. Algumas extinguiram-se nos "becos sem saída da evolução", outras, cada vez mais evoluídas, subsistiram até o aparecimento do Homo sapiens. 
          Entre esses hominídeos vivia, há 12 milhões de anos, no norte da Índia, o Ramapithecus. Esta criatura conhecida apenas graças a alguns dentes e fragmentos  de mandíbula, talvez pertença à linhagem humana. Tinha o andar vagamente antropoide, mas é impossível saber se se mantinha de pé. Em 1910, G. E. Pilgrim, depois, em 1932, G. E. Lewis, da Universidade de Yale, realizaram sua descoberta na região dos montes  Siwalik, da Índia do Norte. Alguns anos depois, Louis  Leakey exumou um outro espécime bastante semelhante, de uma camada de cinzas vulcânicas datada de 14 milhões de anos, em Fort Ternan, no Quênia. Ele o denominou de Kenyapithecus.
               Há cinco ou seis milhões de anos, apareceram  na África (se provenientes do Kenyapithecus, não se sabe) os Australopitecos, ancestrais ou parentes do homem. Seus descendentes, ou pelo menos os representantes de uma linhagem próxima, fabricaram, na África, os primeiros artefatos conhecidos, datados de mais de dois milhões de anos. 
                 Há um ou dois milhões de anos, apareceu (sem dúvida também na África) o Homo erectus, que iria espalhar-se por todas as regiões temperada e dar origem ao Homo sapiens, o homem pré histórico que vem evoluindo até hoje.
              Na escala evolutiva humana, distinguem-se dois grandes gêneros: O Australopiteco e  Homo sapiens, do qual descende o homem moderno. Os primeiros mantinham traços dos símios, como mandíbula grande, testa achatada e cérebro pouco avantajado. Os dentes, pequenos e arredondados, indicam que esses hominídeos alimentavam-se basicamente de frutas e sementes, colhidas com as mãos diretamente das árvores. 
                   Robert Ardrey, em seu African Genesis, resume esta evolução do simiano ao Homo dizendo: Há muito tempo, talvez há milhões de anos, uma linhagem de símios não arborícolas destacou-se do tronco dos primatas pacíficos. Por motivos vitais, a linhagem teve que adotar costumes de animal de rapina; e, por isto, a linhagem evoluiu". 
               E aquele que vai se tornar o Homo sapiens aprende a se manter de pé, a correr, e encontrar armas. "Mas", acrescenta Ardrey, "o emprego destas armas acarretou novos e múltiplos estímulos ao sistema nervoso para a coordenação dos músculos, do tato e da vista. E foi assim que o cérebro se aperfeiçoou. Surge enfim o homem".
                As características simiescas só desapareceram há cerca de 2 milhões de anos, com a evolução do gênero Homo. O primeiro a se destacar foi o Homo habilis, que aprendeu a manipular instrumentos. A fabricação de utensílios representou o primeiro passo tecnológico.
                 Por volta de 1,7 milhão de anos atrás, uma nova espécie desenvolveu-se no processo evolutivo: o Homo erectus, cuja postura era mais erguida e as mãos mais hábeis do que o Homo habilis. Durante esse estágio, alguns grupos já alcançavam a Europa e a Ásia. 
                 Desde a época dos Australopitecos, a natureza africana era favorável à sobrevivência humana. Não havia necessidade de abrigo ou fogo. Com o aparecimento do gênero Homo, seus integrantes, como o Homo erectus e, posteriormente, o Homo sapiens, ocuparam outros continentes, deparando-se com climas mais severos e menor oferta de alimentos. Nesse momento o homem primitivo mostrou sua capacidade de adaptação a ambientes variados, superando adversidades, entre elas a fome e o frio. Assim, deu sequência à sua evolução até surgir, há cerca de 100 mil anos, o homem moderno, homo  sapiens, o único sobrevivente do gênero Homo. Mais inteligente, ele desenvolveu tecnologia para caça e defesa, criou formas de linguagem e aprimorou a vida em sociedade. 
                        O explorador que atualmente rebusque à luz das tochas, nas trevas milenares de uma das cavernas que escancaram suas bocas nos declives das montanhas, o homem que avance hesitante por entre as paredes de rocha, escavadas há séculos, sentirá reflorir dentro de si ecos de desconhecidos pavores, pensará estar caminhando num mundo distintíssimo do nosso, em que nada mudou no decorrer dos anos; o vento gélido que sobe as escuras profundidades da terra, e que faz tremeluzir suas tochas,  parece remontar às noites das eras primitivas e trazer-lhe, viva e palpitante, uma remotíssima e já esquecida realidade.
                 No umbral de uma caverna, percebemos, finalmente, seres novos, nos quais, todavia, dificilmente conseguiremos reconhecer nossos diretos ancestrais; pequenos, desajeitados, com longas barbas, hirsutos, devido às peles de animais que os recobrem,  munidos de clavas de madeira e de pedras aguçadas. É a Idade paleolítica, ou a primeira idade da pedra (cerca de 299.000 anos a.C.); enormes ursos, gigantescos felinos, terríveis anfíbios, semelhantes a crocodilos, atormentam continuamente a existência desses primeiros homens, que há pouco tiveram consciência da diferença que os separa dos ferozes brutos que os rodeiam. Milhares de anos de terror e trevas, deverão ainda transcorrer antes que o homem aprenda a polir as pedras de que se serve para caçar, a reunir-se em grupos, sempre mais numerosos, para fazer face a perigos sempre mais presentes; o fogo, o divino elemento caído do céu, é conservado cuidadosamente , nos lares da terra, porque, se se apagar, ninguém mais saberá acendê-lo. 
                Passam-se milênios; já estamos numa época relativamente próxima de nós, há cerca de 50.000 da nossa, no crepúsculo do período Quartenário. Os esqueletos que encontramos nas cavernas, os restos das "cozinhas" enfumaçadas, os fetos estilhaçados, à guisa de pontas de flechas, são os documentos sobre que reconstruímos a história de nossas raças, do homem Neandertalense (assim chamado por causa do local em que lhe encontraram o crânio), que ainda apresenta, no esqueleto, algumas características simiescas, ao homem Aurignaciano (das cavernas de Aurignac), muito semelhantes a nós nas proporções do corpo e já mentalmente evoluído.
                   Esplêndidas pinturas, que nada têm a invejar às de hoje, foram encontradas nas cavernas de Altamira (Pirineus) e de Fonte du Gaume; pintadas nas profundas escuridões das grutas, à luz oscilante das tochas, reproduzem ursos, lobos, javalis e bisões, que ainda hoje parecem saltar vivos das rochas, em suas tintas avermelhadas ou cor de ocre, e que testemunham como a arte amenizava a vida do homem, naqueles tempos. 
                   Sempre tivemos uma grande curiosidade para conhecer nossos antepassados; como viveram, como se relacionavam e como conseguiram chegar até hoje. 
                Quando, alguns anos atrás, um diletante de Espeleologia (estudo das cavidades naturais do solo) penetrou pela primeira vez numa profunda caverna, perto de Altamira, nos Pirineus, acreditou estar sonhando; a luz de sua tocha revelava, na abóboda e nas paredes da rocha, inumeráveis figuras de javalis, lobos, bisões, pintadas com admirável evidência de cores e forma, uma inteira pinacoteca sepultada, havia milênios, na escuridão da montanha. 
                  Foi a primeira revelação da existência de uma cultura do homem paleolítico; análogas descobertas foram encontradas na caverna de Font de Gaume, na França, e em outras, demonstrando que numerosas coletividades, já evoluídas e conscientes, existiam, espalhadas pela Europa, desde há 40 ou 50 mil anos atrás. 
               São das mesmas épocas os túmulos em sarcófagos, descobertos na "Toca do Dragão", em Engadine, as grafites e as esculturas da caverna chamada "Trois Frères", na França, que testemunham o início de cultos religiosos, dedicados geralmente aos mortos ou aos grandes fenômenos naturais. Com a arte e a religião, o Homem separa-se definitivamente do mundo instintivo e animal que o circunda e inicia sua lentíssima ascensão, rumo às regiões mais elevadas da vida intelectual. 
               Novos sinais desta atingida maturidade não tardam a surgir. Eis as primeiras em ponta de flecha ou gume de machado (estamos na era neolítica ou da pedra polida), os lares cuidadosamente construídos, e, finalmente, as palafitas. 
                 Ao fundo de lagos esgotados e nos antigos leitos dos rios, ainda se encontram fragmentos de paus chamuscados, imersos profundamente na lama; são alicerces das aldeias palustres, construídas como ilhas, no centro das águas que lhes serviam de acesso e defesa. É evidente a distância que separa o habitante das cavernas das montanhas desse camponês: ele sabe erigir cabanas de troncos, aprendeu a escavar canoas, a forjar e cozer vasos de argila, possui instrumentos que lhe permitem dominar o mundo circundante. Se pensarmos na genial intuição que em primeiro lugar tentou igualar-se à natureza, semeando e adaptando para seus fins as plantas selvagens, devemos admitir que ele, embora na aparência bem diferente de nós, não era menos hábil e previdente do que nossos modernos sábios. 
                  Até o século XVIII, poucas pessoas se interessavam pela idade da Terra, nem ousavam contrariar a tradição cristã de que toda a vida tinha sido criada no ano 4004 a.C., data calculada pelo Arcebispo Ussher. A história da criação, como está na Bíblia, é falsa. Hoje, só muito poucas pessoas a interpretam ao pé da letra. Seus conceitos, simples e peremptórios, são interpretados pela maioria dos cristãos e judeus como símbolos do espírito e da magnitude de Deus. Embora esteja escrito na Bíblia, na verdade, o mundo não foi criado em seis dias, e esse absurdo já não perturba os crentes. À medida que se foram descobrindo fósseis de animais extintos nas camadas mais profundas foi-se tornando evidente que a Terra devia ser muito mais antiga. 
                  A teoria da evolução do homem desencadeou uma tempestade de controvérsias na época vitoriana. Muitas pessoas negavam a evidência dos fósseis de seus ancestrais primitivos; outras ridicularizavam-na com anedotas. À medida que os métodos de investigação se foram aperfeiçoando, os descrentes começaram a calar; hoje os métodos de datação mostraram que o homem é bastante mais antigo do que Darwin imaginava. Os estudos de Darwin tinham um foco na evolução de todas as espécies e ele nunca apresentou um fóssil humano. Ele escreveu o livro "Os Ancestrais do Homem", sem um único fóssil de sub-humano para provar sua teoria. Apesar de acreditar na evolução do homem, na época se dispunha de tão poucos fósseis que suas teorias era, forçosamente, de natureza especulativa. A mais importante pesquisa efetuada pelos primeiros investigadores surgiu da tentativa de reconciliar a teoria de Darwin, sobre os ancestrais do homem, com a teoria da "cadeia da vida", que levava ao início da criação.
               Fósseis humanos foram encontrados  em sítios arqueológicos da Europa e Ásia Ocidental  que datam de 700.000 a 14.000 a.C. - O mais antigo (700 mil a 250 mil anos) está associado aos restos duma forma primitiva de Homo Sapiens e o mais recente (35 mil a 14 mil anos) com caraterísticas de seres humanos modernos. Típicos homens de Neandertal foram encontrados em sítios datados de 80.000 a 30.000 anos a.C. Mas não há mais dúvidas de que fósseis com características dos homens de Neandertal remontam a 250.000 anos antes de Cristo. 
                  Uma vez aceita a ideia do desenvolvimento evolutivo do homem, sua origem pode teoricamente ser colocada na origem da própria vida, há mais de dois milhões de anos. No entanto, por questões práticas, o ponto em que se deve começar o estudo das origens do homem é quando começou a haver os primeiros indícios de "humanidade". Hoje está provado cientificamente que o homem levou milhões de anos em formação. A rota dessa evolução está assinalada com desaparecimentos bruscos e novos nascimentos, e ao longo dela surgem de vez em quando vestígios das várias formas. Embora muitos desses vestígios sejam insignificantes, bastam para marcar as faces principais de sua marcha através dos tempos.  
              Outros arqueólogos e cientistas afirmam que, na verdade a terra começou a ser habitada cerca de 800 mil a 300 mil anos antes de Cristo, mas esta teoria não tem nenhuma base científica.
             Para que a tarefa de estabelecer a antiguidade dos restos encontrados produza resultados confiáveis, atualmente se aplicam dois elementos imprescindíveis: métodos de datação e sistemas de cronologias. Novos métodos científicos de datação foram desenvolvidos mais recentemente. Um desses métodos foi a dendrocronologia, que se baseia na observação dos anéis de crescimento do parênquima das árvores (observados após o corte do tronco), que apresentam variações a cada ano segundo a incidência do clima. Dessa forma, analisando os troncos, tem sido possível reconstruir a sucessão cronológica de vários milênios. Para cada ano não temos apenas um anel , e sim uma classe determinada, fato que pode ser reconhecido em todas as árvores. Dessa maneira é possível obter uma datação correta. Contudo, o método é somente aplicável naquelas zonas onde crescem árvores muito antigas (de longa data) ou então utensílios ou materiais fabricados de madeira. 
               Outro sistema de cronologia absoluta é aquele que se baseia na análise de sedimentos de materiais de origem glacial. De fato, as águas das torrentes arrastam materiais rochosos que são depositados nos lagos. Assim formam-se estratos anuais conhecidos com o nome de varvito, palavra de origem sueca, está constituído de materiais relativamente toscos, que indicam a fase primaveral da fusão do gelo, e por outros de progressiva fineza  e mais argilosos, que pertencem à fase outo-inverno. Assim, a cada ano formam-se varvitos que mudam segundo as condições climáticas. Baseando-se nestas condições, tem sido possível, muitas vezes, correlacionar datas relativas à vida dos homens que se deslocaram, aproveitando as melhores condições climáticas, dede o centro da Europa até o litoral do Mar Báltico. 
                Entretanto, a maior revolução, quanto às técnicas de datação, aconteceu nos últimos anos e é consequência direta das pesquisas na física nuclear.  Os principais métodos são o carbono 14, o potássio-argônio e a termoluminescência.
                A datação pelo carbono 14, que mede a desintegração progressiva do material radiativo, foi desenvolvida no fim da década de 40, exercendo uma grande influência na arqueologia pré-histórica. A medição pelo carbono 14 torna possível a datação dos materiais frequentemente encontrados nas jazidas arqueológicas, tais como os ossos, conchas, carvão e restos de plantas. Esta análise se baseia na desintegração radiativa do isótopo de carbono, carbono 14, que os raios cósmicos produzem na atmosfera. O carbono 14 é absorvido por todas as coisas vivas, porém após a morte dos organismos a concentração de carbono 14 começa a diminuir  num ritmo gradativo, mas constante, reduzindo-se à metade a cada 5.730 anos. A medição do conteúdo de carbono 14 restante representa o tempo transcorrido após a morte do organismo. 
              Apesar da método poder ser aplicado em qualquer parte do mundo, possui uma limitação importante: só é possível usá-lo em restos com uma antiguidade inferior a 40 mil anos. 
           O método do potássio-argônio serve para o estudo de períodos mais antigos. Este método de datação, da mesma forma que o do carbono 14, baseia-se na radioatividade. Devido ao fato de que o período do potássio 40 é muito extenso (1,25 bilhão de anos aproximadamente), é possível empregar este radioisótopo para datar rochas muito antigas medindo sua proporção nas rochas junto com a do cálcio 40 e do orgônio 40, que são o resultado da sua desintegração. Contudo, este método só pode ser aplicado em material vulcânico, sendo de considerável valor no estudo de vestígios e restos na África. 
              A termoluminescência permite datar os utensílios de argila. O método baseia-se no baixo nível de radioatividade no interior da cerâmica. Ao transcorrer o tempo, esta radioatividade libera elétrons que ainda permanecem presos na argila até a mesma ser aquecida. Quando isto ocorre, os elétrons são liberados na forma de luz. Se o objeto é aquecido novamente no laboratório e é medida a quantidade de luz emitida, pode-se determinar o tempo transcorrido desde que a peça foi cozida. 
                 Em conjunto, todos estes métodos têm fornecido a estrutura para o desenvolvimento da arqueologia mundial. Através da elaboração de uma cronologia detalhada, que se inicia no presente e retrocede até os primeiros utensílios de pedra de 2,5 milhões de anos de antiguidade, os arqueólogos foram capazes de desenhar o avanço progressivo do desenvolvimento humano. 
              Recentemente, no século XX, tem-se podido determinar a antiguidade real das jazidas arqueológicas e artefatos pré-históricos, alcançando hoje uma margem de erro mínima.
            Uma das primeiras aproximações à datação do passado está constituída pelo sistema conhecido como as "Três Idades", segundo a qual os utensílios de pedra foram substituídos pelos de bronze e estes, pelos de ferro. Antigos escritos chineses e romanos referiam-se ainda, naquela época, aos tempos passados empregando esta classificação. A partir do século XIX adquiriu também importância o uso da estratigrafia, isto é, o estudo da sequência cronológica que se baseia na acumulação de depósitos. Dessa forma, as jazidas com grande acumulação de camadas, como por exemplo jazidas Tell ou covas, podem mostrar, em certas ocasiões, uma  longa sucessão de mudanças culturais e tecnológicas ocorridas ao longo de muitos séculos ou milênios. Porém, para estabelecer datas absolutas, comente continuou sendo possível a partir dos registros ou inscrições de caráter histórico disponíveis, ou então quando uma jazida ou estratos continha restos provenientes de uma civilização histórica de data conhecida. 
                           A medição de carbono torna possível a datação dos materiais frequentemente encontrados nas jazidas arqueológicas, tais como os ossos, conchas, carvão e restos de plantas. Esta análise se baseia na desintegração radiativa do isótopo de carbono  (carbono 14), que os raios cósmicos produzem na atmosfera. 
                 Fósseis do Procônsul, o representante mais antigo dos hominídeos, foram encontrados em depósitos africanos do Mioceno Inferior com 22 milhões de anos de antiguidade, se bem que a sua origem é, provavelmente, bastante anterior, entre 25 e 28 milhões de anos. Fora da África não se tem encontrado hominídios anteriores ao Mioceno Médio, isto é, de 13 milhões de anos. Os restos mais antigos foram encontrados na Anatólia e Paquistão, os quais estão muito vinculados com o orangotango.  Os humanos estão relacionados com os grandes macacos africanos, com os quais compartilharam o último antepassado comum, há, talvez, uns 5 ou 8 milhões de anos. 
               A primeira evidência concreta da existência da espécie humana foi  chama-se Lucy. Assim denominado um esqueleto fossilizado quase completo encontrado em Afar, na Etiópia, e que, de acordo com estudos realizados, viveu há 3 milhões de anos. Mas não devemos esquecer, contudo, que a evolução da história humana  é uma longa e complexa sucessão de fatos que compreende aproximadamente 8 milhões de anos. História essa que é obscura e incerta por longos períodos. Isto porque os elementos disponíveis para reconstruí-la são escassos e fragmentados. Existem apenas alguns fósseis humanos dispersos descobertos por arqueólogos em lugares que geralmente estão longe  e afastados uns dos outros. A presença na África dos parentes mais próximos do homem, tais como o gorila e o chipanzé, sugere, entretanto, que é nas matas tropicais desse continente onde devemos buscar as origens da nossa espécie. De fato, os restos humanos mais antigos descobertos até hoje vieram dali. 
               Pode-se concluir, portanto, que  a prodigiosa e dramática divergência evolutiva - que levou a espécie humana por um lado e os macacos para outro - aconteceu neste região cerca de 5  ou 8 milhões de anos. Porém, mesmo com a constante e quase obsessiva pesquisa realizada pelo homem para decifrar as suas origens, ainda se sabe muito pouco desse período, especialmente daquele enigmático primeiro fato que detonou a origem da espécie humana. Mesmo assim, estima-se que há aproximadamente 4 milhões de anos os mais antigos antepassados do homem encontravam-se  definitivamente estabelecidos na superfície  terrestre. Os primeiros vestígios sobre o homem permitem observar diferenças notáveis quando comparado com seus ancestrais, os macacos (uma determinada espécie de macaco).  Enquanto estes movimentavam-se utilizando  braços e pernas, ou, geralmente, deslizando de árvore em árvore, os primeiros esqueletos humanos  conhecidos mostram marcantes diferenças na pelve, coluna vertebral, nos quadris e nos dedos dos pés, o que possibilitou adotarem a posição vertical. 
                Desa forma, o fator determinante da evolução da espécie humana primitiva foi a reestruturação  da anatomia, que permitiu a posição erguida (bi-pedação). Comprovou-se em Laetolil, Tanzânia Setentrional, que esta adaptação fundamental já se havia desenvolvido na África há 4  milhões de anos, após ter sido descoberta, em 1978, a existência de pegadas que conservavam traços inconfundíveis do pé humano. Estas pegadas fossilizadas de dois adultos, que mediam 1,1 a 1,4 metro de altura, cada um com peso de 27 quilos., e de uma criança, datam de aproximadamente 3,7 milhões de anos. As pegadas indicam que os três caminhavam juntos, provavelmente segurando-se nas mãos. Os rastros estendem-se por uma extensão aproximada de 30 metros e foram preservados até hoje graças à proteção das cinzas vulcânicas. Conservação semelhante à que ocorreu em Pompéia.
             Nos depósitos de fósseis do desfiladeiro de Olduvai, na Tanzânia, foram descobertos os primeiros exemplares do Australopitecos boisel e do Homo hábilis,  e numerosas concentrações de restos hominídeos, ossos de animais e utensílios de pedra. As primeiras ferramentas reconhecíveis como tais são pedras trabalhadas rusticamente. 
              As consequências desse processo de bi-pedação foram enormes para o ser humano; libertou suas mãos, com as quais conseguiu realizar novas tarefas, tais como: carregar materiais, manipular objetos e, eventualmente, construir outros novos. Da mesma forma,  o queixo, agora desnecessário para buscar e agarrar a comida, tornou-se menos saliente. Também a cavidade craniana incrementou-se e mudou de forma. As capacidade humanas, a forma de caminhar verticalmente e a expansão das habilidades intelectuais teriam contribuído significativamente á adaptação e ao êxito da espécie humana. 
                 A maior parte dos fósseis com 3 a 4 milhões de anos de antiguidade são fragmentados, e a sua transcendência seria difícil de interpretar se não fosse pela descoberta do esqueleto humano que recebeu o nome de Lucy. Este esqueleto pertenceu a uma fêmea adulta do tipo baixa e robusta. Ele trouxe à luz uma nova ideia sobre os seres humanos daquela época: eles eram bípedes, claramente adaptados para locomover-se de forma ereta, e seus dentes mostram algumas características humanas, embora ainda tivessem muitos traços similares aos macacos. Esta combinação de traços humanos e de macacos localiza Lucy dentro do grupo dos hominídeos conhecidos como australopitecos ou macacos do sul. Os australopitecos  existiram na África no período entre 4  milhões  e 1,7 milhão de anos, sendo que atualmente  são reconhecidos quatro espécies, cuja classificação se baseia na variação das características mais detalhadas de seus crânios e dentes. Lucy pertence a uma das espécies mais antigas  conhecidas, o Australopithecus afarensis, que viveu entre 4 e 3,2 milhões de anos a.C. Seu esqueleto de constituição leve (graciosa) e seu esqueleto pequeno são semelhantes ao Australopithecus africanus, (por volta de 3 e 2 milhões de anos a.C.), descoberto nas jazidas das cavernas africanas, porém, este último tem rosto mais robusto, inclinado para frente e dentes molares maiores. O rosto do Australopithecus robustus (encontrado entre 2 milhões e 1 milhão de anos a.C.) é diferente; possui um perfil côncavo, mandíbulas  fortes e rugas na testa, uma crista óssea no extremo superior do crânio, junto com músculos fortes e um cérebro maior que os dos australopitecos, incluindo o Australopithecus boisei (entre 2,7 milhões e 1,7 milhão de anos a.C.), uma espécie igualmente robusta descoberta na África Oriental. Uma comparação detalhada das espécies mostra que existe uma clara ligação entre elas, e é possível que o Australopithecus afarensis seja um antepassado comum tanto do Australopithecus africanus gracioso como o de formas robustas. No entanto, não se sabe se alguns desses caminhantes eretos com cérebros pequenos pertencem à linha evolutiva que conduz até os humanos modernos. 
               Os humanos, no reino animal, sempre foram os que mais se relacionaram com os grandes símios (chipanzés e gorilas), com a mesma estrutura anatômica básica e constituição genética similar.  Tais semelhanças foram herdadas de um ancestral comum, que viveu, segundo cálculos baseados em provas fósseis e pesquisa molecular, há cerca de 10 milhões de anos
                 Estimulados por mudanças ambientais e outros fatores desconhecidos, símios e seres humanos seguiram caminhos evolutivos diferentes entre 5 e 8 milhões de anos atrás. Através dos tempos, algumas características do ancestral comum foram mantidas e outras mudaram para produzir a espécie de hoje domina o mundo todo.
               Os fósseis conhecidos de maior antiguidade e que recebem o nome de Homo remontam a uns 2,5 milhões de anos. Os primeiros foram encontrados nas jazidas de Olduvai, na Tanzânia. O fóssil Mono habilis se distinguia pelo seu cérebro maior, um crânio mais arredondado e um rosto perfeitamente humano. A partir desta descoberta, outros restos achados na África Oriental e Meridional, incluindo um crânio bem conservado de Koobi Fora (Quênia), têm sido  atribuídos a esta espécie. Esses fósseis mostram uma grande variação no que se refere a características detalhadas, porém, em geral os crânios , os quadris e as pernas mostram diferentes evidências quando comparados com os os australopitecos. No caso dos esqueletos do Homo, a estrutura da articulação da pelve e dos quadris é muito parecidas com a do homem moderno, enquanto no Australopithecus afarensis e no Australopithecus africanus, o extremo superior do fêmur é mais comprido, de forma  que o peso do corpo e as forças geradas sobre as articulações - pelo fato de andarem erguidos - distribuíram-se de maneira distinta. 
                É possível que, devido a isso, os australopitecos  sejam bípedes, mais eficientes que os humanos atuais, porém, as adaptações observadas na pelve do Homo habilis foram essenciais para permitir o nascimento de crianças com um cérebro maior. 
       Alguns cientistas acreditam que as novas características encontradas no Homo habilis puderam ter se desenvolvido a partir do Homo afarensis, de forma direta, ou através do Australopithecus africanus, enquanto outros entendem que as diferenças indicam duas linhas evolutivas divergentes, uma que leva até os australopitecos e a outra que chega até o Homo, todas as duas vindas de um antepassado comum. A ciência e arqueologia continuam trabalhando e, certamente, novas pistas e conclusões virão.
              Contudo, não há dúvida de que os primeiros representantes do Homo mostram uma tendência que leva até as características anatômicas modernas. 

  • O Pliopithecus                   
               Um dos primeiros proto-antropoides, o Pliopithecus, parece-se com um gibão atual, embora os braços deste não sejam tão compridos e especializados para balançar-se nas árvores. De acordo com as características dos dentes e do crânio, é hoje classificado como um ancestral da linha do gibão. 

  • O Procunsul
            Conhecido por numerosos fragmentos que dão esqueletos quase completos, o Proconsul é considerado um antropoide muito primitivo, ancestral do chipanzé e talvez do gorila. Contemporâneo do Pliopithecus, é  muitas vezes encontrado nos mesmos estratos que esse proto-antropoide.

  •  O Dryopithecus
            Embora seu esqueleto seja muito incompleto, o Dryopithecus pode facilmente ser descrito por algumas mandíbulas e dentes. Foi o primeiro dos grandes antropoides fósseis a ser descoberto e esteve muito difundido; têm sido encontrados vestígios por toda a Europa, no norte da Índia e na China. 

  •  O Oreopithecus
               Supõe-se que o Oreopithecus, provavelmente um ramo colateral da árvore filogenética humana, tivesse medido cerca de um metro e vinte e pesado uns 40 quilos. Seus dentes e bacia fizeram os cientistas pesar que fosse ancestral do homem; hoje está mais conhecido e sabe-se que foi um antropoide. 

  • O Ramapithecus
            Até agora é o mais primitivo dos primatas parecidos com o homem. Alguns especialistas acham que o Ramapithecus é o mais antigo dos ancestrais do homem, em linha direta. Sua aparência provável é dada por alguns dentes, fragmentos de mandíbula e um palato de forma inegavelmente humana. 

  • O Australopithecus
               O Ramapithecus e esta forma primitiva de Australopithecus, o primeiro hominídio autêntico, estão separados por um abismo de nove milhões de anos. Durante esse período os pré-humanos fizeram grandes progressos: adquiriram a posição ereta, passaram a viver no chão e devem ter trabalhado pedras.

  • O Paranthropus
                Embora tivesse postura ereta e caracteres de hominídeo, o Paranthropus representa uma linha de ancestrais do homem que se extinguiu.  A julgar por suas enormes mandíbulas e dentes trituradores, era vegetariano e competiu com os Australopithecus, mais evoluídos, que devem ter apressado sua extinção. 

  • O Australopithecus evoluído
             Diferente do Australopithecus primitivo por ter crânio mais volumoso, o Australopithecus evoluído foi contemporâneo do Paranthropus. Artefatos foram encontrados juntamente com os fósseis de ambos, mas ainda não se sabe qual dos dois antropoides foi quem os imaginou ou  fabricou. 

  • O Homo Erectus
             O Homo erectus, que foi o primeiro homem do nosso gênero, é moderno na configuração dos membros, porém mais primitivo nas mãos e no cérebro, com uma capacidade craniana inferior á de todos os tipos de Homo sapiens. Os locais que habitou mostram que levou uma vida comum e sabia usar o fogo. 

  • O Homo Sapiens Primitivo
                 Três fósseis de homens europeus  (Swanscombe, Steinheim e Montmaurin) são, provavelmente, os primeiros exemplos da moderna espécie humana. Sua dentição é primitiva, mas a parte posterior do crânio e a face são de homem moderno; a capacidade craniana está dentro da faixa atual. 

  • O Homem Solo 
                O Homem Solo é uma raça extinta de "Homo sapiens" de java e, até agora, é identificado somente por duas tíbias e alguns fragmentos de crânio. Com isso sabe-se que seus membros tinham o aspecto dos do homem atual, mas o crânio era maciço, com grandes arcadas supraciliares e testa fugidia. 

  • O Homem Rodesiano
               Outra extinta raça de "Homo sapiens", que vivia na África, o homem rodesiano era mais moderno que o Homo erectus, porém mais primitivo que os primeiros povos parecidos com os bosquímanos. Têm sido encontrados fósseis dele com talhadeiras e raspadores de pedra e também com alguns ossos.

  • O Homem de Neanderthal 
                   Não tão rude com seu nome por vezes sugere, o homem de Neanderthal , que vivia às margens do Mediterrâneo e em vários pontos da Europa, tinha capacidade craniana em certos casos maior que  dos homens atuais. Fabricou muitos artefatos, alguns dos quais já bastante aperfeiçoados. 

  • O Homem de Cro-Magnon
               Somente a um passo do homem atual, o de Cro-Magnon deixou muitos vestígios de sua arte (pinturas em cavernas, pedras trabalhadas e figuras esculpidas). Substituiu os homens de Neanderthal  e, diversificado em muitas populações, parece ter-se espalhado por várias partes do mundo. 

  • Homem atual 
               Fisicamente, o homem atual difere pouco do de Cro-Magnon. O que distingue os dois é a cultura ; aprendendo a cultivar a terra e a criar animais, o homem pode abandonar a vida nômade, radicar-se definitivamente e criar uma civilização, que vem evoluindo continuamente e se aprimorando através das idades. 



 PARA LER DESDE O INÍCIO 
clique no link abaixo 

A ERA DOS DINOSSAUROS ..



               Há centenas de milhões de anos atrás, proliferaram em nosso planeta as mais diversas espécies de animais, monstros que pareciam ter saído de sombrias lendas, e dos quais, hoje, encontramos apenas os restos fossilizados, embora perfeitamente reconhecíveis. 
               Olhemos um pouco em torno de nós, observemos o mundo em que vivemos e as criaturas que habitam. Umas e outras já nos são bastante familiares, pois até termos a impressão de que sempre foram assim, mesmo nas mais remotas eras. Realmente, desde quando o homem tomou conhecimento de si mesmo e pôde transmitir aos seus descendentes algo de sua obra e sua vida, o mundo não sofreu grandes transformações. Mas a civilização humana desenvolveu-se somente numa época relativamente recente, há cerca de algumas  dezenas de milênios. Na verdade, pouca coisa, em confronto aos bilhões de anos de vida na Terra. Durante esse tempo, tão longo que nossa própria mente titubeia em conceber, sucederam-se, em nosso planeta, as mais diferentes espécies de animais, "monstros" (como costumamos chamar os grandes animais que foram extintos) que parecem ter saído de alguma obscura lenda nórdica. Mas é justamente de alguns desses "monstros", através de um lentíssimo processo evolutivo, que nasceram os animais que hoje conhecemos, inclusive nós humanos, que temos nos mostrado mais perigosos do que os dinossauros.  
                Falamos em "processo evolutivo"; duas palavras algo importante, de que se faz uso atualmente e que exigem um pouquinho de explicação. Por "evolução", devemos entender o fenômeno pelo qual um ser vivo, perdendo alguma de suas características originais, e adquirindo outras novas, transforma-se em algo muito diferente, seja pelo seu aspecto, seja pelos seus reais hábitos.  Aqui faço um parentese para dizer que a Grande História do Homo Sapiens nos mostra que os humanos, com suas guerras e violência constantes, tem se mostrado extremamente perigoso e tem destruído a vida natural do planeta rapidamente, coisa que antes só acontecia por cataclismos e em espaço bem longo de tempo. A transformação é natural e se realiza num ser, mas sempre em infinitas gerações de seres pertencentes à mesma espécie. Suponhamos, em outras palavras que um peixe, entre milhões de seus co-irmãos, nasça com uma pequena modificação nas barbatanas, que o torna mais apto a deslizar no fundo do que a nadar; todos os seus descendentes serão iguais a ele e, talvez, depois de um incalculável número de anos, acontecerá que um desses descendentes nasça com um aparelho respiratório capaz de utilizar o oxigênio do ar. Eis, pois, que, através dessas "mutações hereditárias", surgiu um animal novo, que vive em terra firme, ao invés de nadar embaixo d'água. Inúmeros desses novos seres revelam-se inadequados à vida, ou porque encontram no novo ambiente inimigos demasiado fortes ou porque lhes vem a faltar o alimento. Então, essas raças sucumbem, extinguem-se, sem deixar vestígios. Sobrevivem entre seus descendentes ou parentes, os mais aptos e os melhores. Isto não tem acontecido com os humanos.  Nem sempre são os mais aptos que sobrevivem e isso pode pode proliferar pessoas menos capazes, menos inteligentes e mais destrutivas. A inteligência humana que nos trouxe até aqui pode estar lentamente mudando. Estamos nos aproximando de oito bilhões de seres humanos na Terra; isso nunca aconteceu com outros animais. A simples falta de alimentos poderá alterar essa situação ao longo do tempo. Segundo a ciência foi um cataclismo de grandes proporções que extinguiu os dinossauros. Como os seres humanos, hoje, estão espalhados por todo o mundo, a extinção seria localizada. Mas existem os vírus e bactérias que tem, frequentemente, nos atacado. Até agora temos conseguido combatê-los e derrotá-los, mas certamente, chegará o dia em que uma pandemia poderá extinguir os seres humanos. Para refletir, é bom lembrar que se os dinossauros não tivessem sido extintos, certamente, os seres humanos teriam sucumbido e hoje não estaríamos aqui. 
               Foi através de infinitas tentativas, que chegaram a durar milhares de milênios, chegamos aos primeiros seres elementares, capazes de viver somente em ambientes obrigatórios, há ínfima variedade de forma, que notamos, agora, no reino animal. Muitos dirão: "Mas como podemos ter certeza de que tudo tenha transcorrido assim, visto que, das épocas distantes, não possuímos lembranças nem documentos?  Puro engano, pois possuímos documentos, e muito mais precisos do que se tivessem sido pintados ou escritos pela mão do homem.  A crosta terrestre, de fato, aparece, a quem a observe, em seção  dividida em tantas camadas superpostas, cada uma correspondente a uma era mais antiga quanto mais se desce para o centro. Pois bem, em cada uma dessas camadas se encontra os restos de animais que viveram na época correspondente, restos perfeitamente reconhecíveis, embora "fossilizados", isto é, petrificados. Nas grutas da lagoa Santa, em Minas gerais, foi descoberta a ossada de um dinossauro de 85 milhões de anos. Podemos, assim, acompanhar passo a passo, a etapas da evolução, desde os seres mais simples aos mais complexos, e constatar, através da perfeita e longuíssima "sequência" das várias espécies, quanto essa evolução tenha sido ponderada e progressiva, sem interrupções, sem saltos bruscos ou inexplicáveis. "A natureza não dá saltos", dizem os estudiosos, e nunca um provérbio esteve tão perto da verdade.
                 Os primeiros dinossauros foram seres de proporções relativamente pouco avantajadas, que se movimentavam sobre longas pernas traseiras, utilizando-se dos curtos membros dianteiros para apreender e dilacerar . Deram origem a dois grupos principais, diferenciados pela estrutura dos ossos pélvicos. Um dos grupos, o chamado dos ornitisquianos, apresentava uma pélvis cujos ossos inferiores eram longos e paralelos. A maior parte dos dinossauros desse grupo alimentava-se de vegetais e locomovia-se sobre os quatro pés. Alguns deles, como o estegossauros e o estiracossauro, adquiriram defesas bizarras sob a forma de chifres e placas. Essa couraça era por vezes tão profusa que certamente intimidava os atacantes, fazendo-os desistir ante seu aspecto repulsivo. Realmente, algumas dessas armas, como os chifres do Triceratopes, deveriam ser mortíferos quando impulsionadas por várias toneladas de carne em movimento. 
                 Outro grupo, conhecido como o dos saurisquianos possuía os ossos pélvicos inferiores angulados e unidos em forte arcada, capaz de suportar o peso do animal apoiado apenas em duas pernas. Muitos deles, de fato, caminhavam sobre duas pernas e, como o tiranossauro, eram predadores de grande porte, velozes e agressivos. Outros, entretanto, eram herbívoros. De tão descomunalmente pesados, tinham de caminhar penosamente sobre os quatro pés. Dentre os répteis atuais, os parentes mais próximos dos dinossauros são os crocodilos. 
                   Procuremos, agora, com o auxílio de nossos fósseis e com aquele ainda mais válido da fantasia, transportar-nos a uma era longuíssima, a centenas de milhões de anos atrás, àquela Terra que os geólogos chamam "Permiana" (da localidade de Perm, na Rússia, onde foram encontrados os esqueletos). A paisagem é vasta e repleta de vegetação semelhante a ervas gigantescas; fetos arbóreos, araucárias, vegetais  que se multiplicam num terreno mole e pantanoso, cercado de lagos e cursos d'água. Aqui é aquela enorme sombra que parece emergir de um pesadelo e que se arrasta ao longo das margens do paul; e um "mastodonsauros" um gigante anfíbio, semelhante ao crocodilo, de larga boca, munida de várias fileiras de dentes, pele de couraça, de dezenas de metros de comprimento. E acolá, numa ilhota que surge do meio do nevoeiro, eis duas extraordinárias lagartixas, de pescoço e cauda compridíssimos, tal como serpentes, que brincam, saltando rapidamente, para dentro e para fora da água; são "Tanistrofes, répteis que, durante muito tempo, adaptavam-se somente à vida do mar. Sigamos para a frente, mais alguns milhões de anos (uma ninharia para uma história como esta) e exploremos uma vasta zona deserta da América setentrional. Podemos escolher o período "triássico"(uma época geológica assim chamada porque foi dividida em três partes) ou do "Jura" (este período tira seu nome de uma cadeia de montanhas da Europa Central); em ambas essas épocas, realmente, as criaturas que estamos para descrever povoavam e dominavam a Terra. 
                 Eis dois "lagartões", que caminhavam sobre as patas posteriores como cangurus, em comparação, pouco maiores que um cãozinho; São "Dinossauros", aqueles seres fabulosos a quem se atribuem, em geral, dimensões enormes, e que, ao invés, contam em sua família com representantes bem pequenos. Descendem, em certo modo, dos anfíbios, já referidos á pouco, pois todos, de fato, pertencem à classe dos "Saurios". Estes pequeninos chamam-se "Compsognathus Longipes"; são carnívoros e correm como avestruzes.  


               Os grandes dinossauros, aqueles que , geralmente criaram as infinitas lendas em que se fala de dragões e de monstros, são, via de regra, herbívoros. Os "triceratopes", de forma bizarra, chifrudo e encouraçado; o "Brontossáurio", o colosso da Natureza, que chega a ter vinte metros de comprimento; o "Estegossauros", de cabeça minúscula, enorme couraça, eriçada de espinhos. No céu, esvoaçavam estranhos bichos, que não são pássaros; são só "Sáurios Volantes", de asas em membranas e longa boca, munida de dentes, extinguiram-se há milhões de anos. 
               Todos esse animais são parentes distantes de alguns seres ainda viventes, co o o "Tatu", este estranho e pequeno mamífero corrugado, que vive na América, deriva dos gigantescos "Gliptodontes", de mais de quatro metros de comprimento e dotados de uma cauda semelhante a um malho. Assim, o "Varano Gigante", uma enorme lagartixa, que vive na ilha de Komodo, no Pacífico, pode considerar-se o descendente direto dos enormes Dinossauros pré-históricos, aos quais, de resto, se assemelha perfeitamente. Alguns dos animais hodiernos, entretanto, derivam de algumas espécies de ancestrais recobertos de espesso casaco de pele e de apenas trinta centímetros de altura. 
                 A Grande História nos leva a outro salto no tempo afora; estamos em uma época bem mais próxima da nossa, isto é, quando o homem já aparecera ou estava próximo de aparecer. Um imenso animal sai da floresta; é mais alto e mais imponente do que os "Brontossauros"; é o Baluchitherium", o colossal elefante peludo, o gigantesco progenitor dos nossos rinocerontes, da altura de uma casa de dois andares. Mas, tal como seus descendentes, também é herbívoro. 
              Deveríamos falar, ainda, de infinitos outros exemplares , estranhos e medonhos, de outras eras. Do "Urso das Cavernas",  do "Mamute", o colossal elefante peludo, do "Protoceratops", um dinossauro encouraçado, do qual foram encontrados ovos fósseis, e dos "Mastodontes" pré-glaciais. Mas não mais terminaríamos e isto, ao invés de um rápido relance de olhos pelo mundo ignoto de nossos progenitores, se tornaria uma tratado de Paleontologia. 
                Todavia, devemos recordar-nos de uma coisa; que  a evolução, tal qual a traçamos nestas linhas, parece um fenômeno simples e claríssimo, o que, na realidade, não o é. 
                É uma aventura semelhante a esta que agora empreenderemos juntos. Uma viagem longa como a história do mundo, que nos conduzirá à épocas perdidas no  passado, entre homens obscuros, que escalaram penosamente, passo a passo, os degraus da civilização, entre aqueles que, guiados unicamente pela chama vívida de sua inteligência, souberam, lentamente, impor seu domínio à natureza hostil.
                   Eis-nos, portanto, transportados a um país ignoto, áspero e rochoso, cujo horizonte está oculto por sombrias florestas, que se levantam quais muralhas; na longa esplanada que se vê à nossa frente, enormes animais se movem pesadamente, mordiscando fetos e arbustos de proporções descomunais. Estamos no início da Época terciária, há sessenta ou oitenta milhões de anos atrás. Lugar dos colossais Dinossauros, os Iguanodontes, os Ictiossauros, dominavam o mundo, em que o homem, ao menos como o imaginamos, ainda não apareceu. Os "monstros" lutam ferozmente, entre si, pela sobrevivência, ameaçados continuamente por uma natureza implacavelmente selecionadora; e, antes que nossos antepassados surjam no mundo, esses gigantescos protagonistas das longínquas eras estarão extintos. 
                 Era um tempo em que nenhum homem conseguiria viver, pois seria inevitavelmente uma iguaria para esses grandes e poderosos predadores. Com a extinção deles a cena mudou. Superamos e esperamos mais de cinquenta milhões de anos, para irmos parar no início da Época Quartenária, quando a terra, após longas transformações, assumira, já, um aspecto muito semelhante ao atual, e as grandes geleiras desciam, como imensos rios, das montanhas europeias. 
 PARA LER DESDE O INÍCIO
clique no link abaixo
               


               

A FORMAÇÃO DA TERRA E A ORIGEM DA VIDA ..



                Filósofos da Antiga Grécia já tinham grande preocupação com a origem do Universo.  Eles conceberam um mito abstrato muito interessante sobre a Criação. Segundo um relato atribuído a "Orfeu", os céus e a terra surgiram do caos por ação do tempo. O caos era uma massa informe em desordem na qual, à noite, névoa e fortes ventos atuavam anarquicamente. O Tempo impôs uma ordem: a massa começou, então, a girar, tomando parte dela a forma de um ovo de proporções cósmicas; este logo individualizou-se, e estava criado o Universo.  
               Durante o segundo milênio antes de Cristo, alguns nômades arianos que atravessaram a cadeia de montanhas Hindu Kush e se estabeleceram nas planícies do norte da Índia eram dados a meditar sobre o Universo e chegaram a uma conclusão muito interessante. Segundo eles não havia o reino do espaço nem o céu que está além. Não havia morte nem imortalidade; não havia sinal que diferenciasse a noite do dia... A escuridão estava escondida pela escuridão... Por que o Universo se produziu? Aquele que olha , lá do mais alto do céu, só ele sabe - ou talvez nem mesmo ele saiba. Era um povo que podia avaliar tão eloquentemente o mistério do nascimento do Universo, e admitir filosoficamente que talvez nem mesmo sua divindade suprema soubesse a resposta. 
                Segundo cálculos atuais, há cerca de 5 bilhões de anos, quando a Terra era um planeta recém formado, ainda não havia vida. Acredita-se que atmosfera original da Terra era constituída, principalmente, pelo hidrogênio e seus compostos, como a água,  o amoníaco e o metano - substância que contém carbono. Foram esses ingredientes que, provavelmente,  fizeram parte da matéria prima inicial que serviu para alimentar o longo processo que faria surgir a vida num mundo estéril. Mas isso só foi possível devido a imensa radiação solar que produzia faíscas e provocava sínteses químicas. Surgiram, então, aminoácidos e muitos outros compostos orgânicos usando a luz ultravioleta (um componente da luz solar) em lugar de simples descargas elétricas. Concluiu-se, então, que a faísca ou a luz ultravioleta impelia as moléculas, num movimento violento, tornando-as altamente reagentes, a ponto de se combinarem imediatamente com as outras, para então constituir compostos mais complicados. Hoje, através de experiências, não há como saber com precisão que foi isso que produziu as condições realmente existentes durante o período primário na atmosfera superior  deste planeta primitivo. Alguns cientistas imaginam que ventos e tempestades podem ter impelido os gases a níveis mais elevados e variações de temperatura teriam deixado precipitar-se essa carga de compostos complexos na superfície da Terra. Nesse caso, as temperaturas extremamente altas do planeta primitivo poderiam ter desmembrado esses compostos em seus elementos constitutivos. Isso pode ter sido o início de um ciclo geral promovido pelas marés circulatórias da atmosfera. A turbulência teria carregado as substâncias simples para cima e para longe da superfície, e a radiação solar e possivelmente faíscas elétricas, reuniram esses elementos, formando, em boa quantidade, novos compostos orgânicos. É nesse círculo de sínteses e destruições, aparentemente sem sentido, que foram encontrados o ciclo do carbono, que, mediante a fotossíntese  e a respiração, assegura o surgimento da vida.  
               A formação de compostos de carbono foi apenas um precursor da Vida. Os aminoácidos, que podem ter existido nesse período primitivo, ainda não estavam incorporados às proteínas tão necessárias à vida, e nada havia que lembrasse o aspecto de uma simples célula (unicelular) que viria acontecer no futuro. 
               Durante muito tempo a Terra foi passando por sucessivas transformações. Uma quantidade enorme de água, como um dilúvio, era atraído para a Terra em formação. Agitações violentas abalavam e fendiam sua superfície; mares de lava fluíam de milhares de vulcões, e os terremotos sucediam-se com frequência. Debaixo da superfície da Terra, em resfriamento progressivo, a água, aprisionada nas rochas, abriu caminho para cima e exteriorizou-se sob forma de vastos jatos eruptivos. A atmosfera estava saturada de vapores, e a própria chuva; em contato com a terra quente, também se transformava em vapores. Subia e voltava a cair, esfriando cada vez mais o planeta. As águas, originariamente retidas abaixo da superfície da Terra, no interior de minerais cristalizados, começaram a fluir através de fendas, fontes termais e gêiseres; e depois de evaporar-se, permaneciam suspensas nas alturas, sob forma de nuvens gigantescas. 
                Cientistas fizeram cálculos e chegaram á conclusão de que vários milhões de anos, após a formação da Terra, a água em suspensão na atmosfera teria atingido cerca de 200 quatrilhões (duzentos milhões de um bilhão) de toneladas - mais ou menos um décimo de toda a água hoje acumulada nos oceanos. Esses, porém, ainda não existiam; mas então as chuvas caiam numa intensidade inacreditável; era como se verdadeiros oceanos fossem derramados do céu sobre a terre, durante um período de milhões e milhões de anos. 
                  Após essas chuvas a Terra ficou muito diferente, mais parecia uma bola de água, mas tudo estava relativamente tranquilo. 
                 Finalmente, a água já não se transformava em vapor, permanecendo no local onde caíra. Acumulava-se nas depressões do planeta à mediada que ia carregando da alta atmosfera os compostos sintetizados pelos raios assim formando os mares. Essa espécie de "dilúvio" continuou durante muitos séculos. Os mares quentes e cada vez mais amplos continham, misturavam, combinavam e aperfeiçoavam o material necessário ao futuro surgimento das células e, consequentemente da vida.
                  Mais tarde a superfície da Terra foi cada vez mais se esfriando, e isso abriu caminho para uma nova fase da evolução: a formação dos oceanos. 
                 Durante o grande período de chuvas, com imensas nuvens pairando nos céus, o Sol ainda não havia mostrado sua cara. Agora, aquela bola brilhante, numa atmosfera composta principalmente de nitrogênio, metano, certa quantidade de monóxido de carbono e bióxido de carbono. Essa mistura de gases absorveria maior quantidade de raios cromáticos da luz solar que é a mesma atmosfera atual, (de que faz parte o oxigênio produzido pelos seres visos). 
                Uma concepção imaginária da terra mostra-nos um planeta submerso nos próprios oceanos. As ondas quebrar-se-iam de encontro às nuas rochas ainda cinzentas de algumas ilhas isoladas, nada mais havendo para suavizar a monotonia dos vastos lençóis oceânicos. Era o início de uma longa jornada. Embora em ritmo mais lento, a recombinação dos elementos e a formação de  substâncias e de compostos estaria se processando continuamente. 
               Os compostos formados na atmosfera acumulavam-se nos oceanos, arrastados pelas chuvas; e à medida que prosseguia essa lixiviação (arraste ou lavagem de sais minerais) da atmosfera, maiores concentrações de compostos orgânicos diluídos vinham depositar-se nos mares. 
                 Ao longo de vários séculos, os compostos orgânicos haveriam de tornar-se cada vez mais diversificados e complexos. Nessa complexidade desenvolveu-se uma espécie de competição à mercê de reações químicas, mas moléculas grandes tenderiam a incorporar as de menor porte, retirando-as da atmosfera primitiva. Mais um passo para a constituição da matéria organizada encontrava-se em andamento. Provavelmente a criação de moléculas mais complexas aconteceram em regiões de atividades vulcânicas, com temperaturas variáveis entre 90º e 150º centígrados. 
                Com a formação de moléculas cada vez maiores e mais complexas, a Natureza inaugura um processo de seleção e sobrevivência que pode ser considerado como o início primitivo da Evolução. 
                  A matéria já se nos apresenta sob a forma de unidades com caráter químico específico. Mas havia fatores de complexidade e de tamanho no desenvolvimento dos compostos moleculares. 
                Os complicados compostos, que se haviam formado nos oceanos, tinham agora a possibilidade de acumular-se em lugares expostos perto da borda de novos mares. Durante as tempestade e as grande marés, a água se acumulava em lagunas para depois evaporarem-se  ao calor do sol, deixando resíduos de matéria orgânica ao longo das praias e era o vento que ajudava disseminar estes compostos pela superfície da terra. Era um novo cenário que se preparava para o desenvolvimento dos precursores da vida em vastas áreas do planeta. 
               Enquanto se verificava esse desenvolvimento progressivo das grandes moléculas de matéria orgânica, também se modificavam os contornos da Terra. A superfície terrestre esfriava e sua forma se modificava constantemente, principalmente pelas perturbações térmicas que aconteciam tanto a baixo da crosta terrestre como na superfície dos oceanos. Novas massas continentais emergiam dos mares formando montanhas e novas ilhas; então a erosão foi lentamente modelando as terras, essa mesma erosão que continua até hoje.
                O resultado desse trabalho de 4 bilhões de anos já apresentava peculiaridades bem parecidas das que conhecemos. Surgiram curso de água, cachoeiras, lagos e vales. No entanto a Vida ainda não existia. Era um mundo desolado, em que os únicos rumores audíveis eram os produzidos pelo vento e o movimento das águas, sempre marcados pelas erupções vulcânicas ocasionais. 
                   O novo cenário era tranquilo e cheio de estranhos odores causados pelas transformações  químicas importantes que começa a se processar em proteínas e moléculas de longas cadeias. As enzimas primitivas (substâncias simples, mas que aceleram reações químicas) tomam forma e ativam novas reações. Outros processos dão origem a moléculas planas e estáveis, que são como parentes químicos de compostos que surgirão mais tarde como, por exemplo, o pigmento vermelho do sangue, que é a hemoglobina, e o pigmento verde das plantas, que é a clorofila. Moléculas de matéria orgânica, cada vez maiores e mais complexas, surgem com tendência para a formação de ciclos auto-suficientes, em que cada etapa é acelerada por uma enzima primitiva. É diferente porque até então tudo acontecia ao acaso. 
               Tratava-se de ciclos auto-regenerativos, prenúncio da branda evolução, uma espécie de declaração orgânica de independência. Os precursores das substâncias biológicas já não estão mais sendo constituídos por acaso. Onde o meio ambiente  antes influenciara a síntese de compostos orgânicos, agora eram esses mesmos compostos que começavam a influenciar e a organizar o meio ambiente. 
               Tudo transcorria de forma tranquila e rotineira, mas, de repente, num local que há muito desapareceu sobre a Terra, verifica-se o acontecimento culminante da criação. Pode ter sido nas profundezas do mar ou num tranquilo lago. A vida ainda não existia, mas formou-se o primeiro composto capaz de reproduzir-se. Muitos cientistas aceitam este ato como prova da vida. Ao que tudo indica foi a natureza exata dessa substância, que protagonizou a inédita e prodigiosa inovação que deve ter se originado de certa disposição de fibras do DNA, com as enzimas colaterais necessárias para ensejar a reprodução. 
                O planeta seguia seu curso com a tranquilidade de quem tem todo o tempo do mundo. A evolução química deve ter sido um processo instável e incerto. Embora de maneira hesitante, certamente os compostos orgânicos alcançaram a complexidade da matéria viva. Longos períodos de tempo, num planeta que oferecia uma infinidade de lugares ideais para qualquer tipo de combinações químicas, tudo podia acontecer.  
                Em 1665 o cientista inglês Robert Hooke publicou a descrição de um microscópio, muito aparatoso, que ele havia aperfeiçoado. Sabemos que não foi Hooke o descobridor do microscópio (invento atribuído ao ótico holandês Hans Janssen ou a seu filho Zacarias, por volta de 1590). Mas o seu aparelho, um pouco mais aperfeiçoado, tinha o poder suficiente para que conseguisse ver e identificar a minúscula entidade a que determinou "Célula". Portanto estava descoberta a "célula". (Vale ressaltar que os microscópios modernos baseiam-se em idênticos princípios fundamentais.) O "microscópio eletrônico" reduz de tal maneira a área de observação no estudo da célula que a unidade de medida é o angström (assim chamado em homenagem ao físico sueco que o utilizou em seu estudo sobre as ondas luminosas), e que equivale a cerca de um décimo milionésimo de milímetro ou um décimo de milionésimo de mícron, que é a dimensão usada nos microscópios comuns. Graças ao microscópio eletrônico e às pesquisas bioquímicas dispomos atualmente de uma noção exata quanto ao aspecto da membrana exterior da célula.
                Acreditam os biologistas que a vida celular deve ter surgido sob uma forma estrutural semelhante à das atuais bactérias. Apos as experiência de Pasteur, verificaram-se progressos espetaculares em nossos conhecimentos a respeito do mundo inanimado e dos processos vitais da matéria orgânica. As bactérias dos nossos dias podem ser descendentes diretos de linhagens primitivas semelhantes às que ainda existem em águas ricas em ferro e enxofre. Essas formas primárias ainda retiram sua energia de matéria inerte, inorgânicas. 
               Não há dúvida de que as bactérias representam exemplos expressivos das formas primitivas de vida.
                  A reprodução celular, fonte incessante de produção das unidades de matéria viva, é a base do processo evolutivo. Em verdade, quando uma célula se divide, seus cromossomos fazem o mesmo, criando suprimentos recentes - e, através do sexo, novas combinações - de genes. Os cromossomos em divisão podem ser observados claramente na longa célula que pode ser vista pelos microscópios.
                    As novas combinações foram possíveis através do sexo.  Se toda a vida da Terra nada mais fosse que crescimento, simples sucessão de células em divisão e  DNA auto-reproduzido, a evolução seria certamente muito lenta.  Mas, um tipo especial de divisão se processa no aparelho reprodutor da maioria dos vegetais e animais, a chamada "meiose". Esta dá origem a certas células especiais , como o óvulo e o espermatozoide, cada qual tendo apenas metade dos genes e metade do DNA dos genitores.
                  Contudo, muitas plantas e muitos animais podem reproduzir-se assexuadamente. Uma planária ou uma esponja podem ser seccionadas e suas partes crescer até reconstituírem dois indivíduos idênticos. Mas essa divisão assexuada apenas aumenta numericamente uma espécie sem diversificá-la. Só mediante uma constante recombinação de genes é assegurada à natureza viva uma escolha de novos tipos de indivíduos que possam ser testados ante as vicissitudes da evolução e da sobrevivência. 
              Embora misture constantemente as unidades do baralho de cartas do DNA, a reprodução sexual não pode criar novos genes. O máximo que lhe é possível fazer é promover novas combinações dos genes pré-existentes; estes criam oportunamente tipos modificados de indivíduos que podem sobreviver e vicejar durante muito tempo. Os dinossauros constituem bom exemplo disso. Mas quando o clima se modifica, tornando o ambiente hostil, grupos dos animais dantes bem adaptados podem perecer ou modificar-se produzindo novos genes que possibilitam características novas. 
                Novos genes aparecem, de fato, periodicamente, como mutantes. Parecem eles derivar de acidentes que atingem os átomos, na síntese do DNA. O homem pode provocá-los mediante o emprego de substâncias químicas ou submetendo seus átomos à ação de radiações. O resultado de processos tão violentos é, porém, quase sempre monstruoso; podemos citar como exemplo, uma mosca com duas cabeças ou uma série de cromossomos contorcidos.  É justamente essa, em verdade, a ameaça potencial que as armas atômicas representam para a espécie humana. As mutações naturais podem ser igualmente drásticas, mas na maioria das vezes sua ação é menos acentuada ou neutralizada no indivíduo - uns poucos átomos fora de posição por simples acaso ou devido à influência da radiação natural existente no espaço. Ainda que raramente vantajosas, as mutações promovidas em laboratório deram a conhecer aos investigadores um fato de capital importância: é que os genes mutantes são, em sua maior parte, recessivos. Em outras palavras, os novos genes são propensos a permanecer quiescentes e acumulam-se nas células dos indivíduos numa espécie, até que uma modificação no meio ambiente  os torne vantajosos. Dessa forma, quando os representantes "normais" da espécie se encontram em sua maior parte mal adaptados em face das novas condições, aqueles portadores de novas características podem estar "pré-adaptados". 
                 Quando se provoca artificialmente mutações celulares, corre-se o risco de fazer surgir novas bactérias que possivelmente sejam maléficas para a humanidade. Experiências assim certamente irão provocar enormes mudanças na vida como conhecemos. 
              No interior dos cloroplastos existem moléculas, captadoras de luz, de uma substância denominada clorofila. A primeira reação do processo de fotossíntese realiza-se no interior dessas moléculas verde de clorofila. Entender este processo é um pouco mais complexo, seria necessário a disposição dos átomos que confere à clorofila suas características. Mas não considero que esses detalhes, tão profundamente científicos, sejam necessários a este trabalho que é o simples surgimento da vida que, após milhões de anos, resultou no surgimento do Homem Sapiens, nosso personagem.
                   A síntese da molécula, rica em energia, do ATP, é da maior importância para a célula, porque lhe proporciona combustível essencial para toda uma gama de processos vitais. A energia originariamente liberada pelo Sol e convertida sucessivamente em luz e eletricidade é a mesma que vem aninhar-se ao composto orgânico. O magno ciclo de carbono, constituído pela fotossíntese e pela respiração, realiza-se ininterruptamente, alimentando os feixes de energia radiante, procedentes do Sol. Desse ciclo surgem moléculas de ATP que contêm a energia de que todo ser vivo necessita para crescer, lutar e reproduzir-se. Portanto, a molécula do ATP armazena, numa ligação química, a energia solar, a qual ali permanece latente até que a ligação se desfaça e a libere,  (com a morte). 
                  Apesar de variarem muito de forma, quase todas as células têm três componentes básicos; a esfera arredondada do núcleo; em torno deste, o citoplasma (que contém no interior vários órgãos vitais para o funcionamento da célula); e envolvendo esse conjunto, a membrana celular. A massa gelatinosa assim constituída chama-se protoplasma. A gota microscópica de substância gelatinosa chamada célula é uma entidade extraordinária. Sua característica mais impressionante é o fato de que possui vida; mas não é com uma inicial que logo se esmaece, elas têm a energia com o vigor de uma fera selvagem. Exercendo em miniatura todas as funções vitais, a célula move-se, cresce, reage a estímulos, defende-se e até se reproduz. Portanto, não há mais dúvidas, a célula foi o início da vida; dela se originaram todos os seres que vieram habitar esse nosso maravilhoso mundo. 

PARA LER DESDE O INÍCIO 
 clique no link abaixo 
                   
                  

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

O BIG BANG - CRIADOR DO UNIVERSO ..




   
                    O cosmo é a totalidade de todas as coisas deste universo, desde as estrelas, até partículas subatômica.  O famoso astrônomo Carl Sagan definiu o termo cosmos como sendo "tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que será". 
                   Segundo a teoria dos cientistas, o cosmos foi criado a partir de uma grande explosão, que deu origem a tudo o que existe. Ou seja, é o verdadeiro deus criador de tudo. 
            Há 10 bilhões de anos, produziu-se um acontecimento único: o nascimento e a formação do Universo. Os astrofísicos chegaram a um acordo: foi uma gigantesca explosão que continua ainda hoje, sob a forma da expansão do universo. Este Big bang, como é chamado, foi produzido pela difusão de uma energia imensa, concentrada num único ponto, que se transformou, pouco a pouco, em matéria, segundo a lei E=mc², enunciada por Einstein. Não temos hoje uma ideia precisa dos processos que se produziram nos primeiros tempos de nosso Universo; mas sabemos  que pouco depois, foi formando-se estrelas e galáxias de uma vasta massa gasosa original, composta, principalmente, de hidrogênio.
            Cinco bilhões de anos depois, num dos braços  de uma galáxia espiral, pode-se assistir ao nascimento de uma estrela; um gás de hidrogênio gigantesco que se comprime e acaba por "se iluminar". Esta estrela traz, em seu redor, um conjunto de gases e de matéria que vai formar nove planetas. É o sistema solar. O terceiro planeta, partindo-se do sol, é o nosso, a Terra. Este bloco, em fusão há 4,7 bilhões de anos, perde logo seu calor superficial. Recobrem-no os oceanos. Nascem ilhotas firmes que, mais tarde, irão formar nossas rochas terrestres. As eras chamadas geológicas começam depois, há cerca de 700 milhões de anos, coma era primária. Em seguida, vem a era secundária, há 200 milhões de anos, depois a era terciária, que vê a elaboração das grandes cadeias a que constituem o relevo atual e, enfim, a era quaternária, há um milhão de anos. 
              A vida apareceu, há cerca de quatro bilhões de anos, nos oceanos primitivos, no seio daquilo que os sábios chamam de "caldo original", meio feito de moléculas orgânicas já complexas. 
            Um dia  (porque? e como? não se sabe)  aminoácidos combinaram-se, dando origem à primeira célula viva, capaz de se reproduzir e de evoluir. a vida tinha aparecido. Lentamente ela iria ganhar a terra inteira, passando das formas microscopias ás algas e às bactérias, depois aos primeiros animais marinhos. Durante milhões de anos, não houve nenhum animal nos continentes, até o dia em que, há 400 milhões de anos, pequenos anfíbios aventuraram-sem em terra firme, acompanhados, pouco depois, pelos répteis e pelos insetos. 
             A era secundária foi a dos grandes répteis, animais pré-históricos fabulosos, dos quais o mais famoso é o dinossauro. Foi no meio destes "monstros de pesadelo" que apareceram, há 150 milhões de anos, os primeiros mamíferos que iriam ser os reis da era terciária. Os reptilianos, que haviam dominado a terra, o mar e os ares durante cerca de 150 milhões de anos, desapareceram bruscamente no fim da era secundária, e este desaparecimento ainda permanece misterioso. Os mamíferos alcançaram sua vitória depois de mais de cem milhões de anos de existência sóbria. Entre eles, encontram-se os prossímios, que se desenvolveram há 70 milhões de anos. Certas espécies próximas habituaram-se a viver nas árvores, outras na terra. Depois vieram os primatas, vasta família da qual fazem parte os macacos antropoides e os hominianos, nossos ancestrais  diretos.
             Em 1826 os astrônomo alemão Hinrich Olbers (1758 x 1840) afirmava que a noite deveria ser tão clara quanto o dia. Segundo seu pensamento se havia uma infinidade de estrelas, e se pelo menos um raio de cada uma, mesmo sendo pouco, deveria ser o suficiente para manter todo o planeta brilhantemente iluminado.  A partir daquele momento, a ideia que ganhou o nome de "Paradoxo de Olbers, astrônomos e astrofísicos não pararam de buscar explicações para o enigma da noite. Os cálculos mostram que os bilhões de fontes de luz de todo o universo impediriam que houvesse um momento de escuridão na Terra. Uma forma de solucionar a questão seria pressupor a existência de matéria no espaço entre as estrelas, gases que bloqueariam a radiação. Mas os cálculos mostram que isso não seria possível porque essa matéria hipotética depois de receber muita radiação passaria também a emiti-la, como as estrelas. 
               A polêmica continuou; até que em 1927 o padre físico belga Georges-Henri Lemaitre, considerando que as equações de Albert Einstein (1879 x 1955) que descreviam o "espaço-tempo"indicavam um processo constante de expansão. Partindo desse princípio, ele lançou a tese de que um "ovo primordial" teria sido a gênese do universo. No início, Einstein não mostrou interesse por seu trabalho, mas em 1930, quando a física já estava muito diferente, após assistir a uma conferência de Lemaitre, o criador da Teoria da Relatividade fez uma surpreendente declaração: " - Esta é a mais bela e satisfatória explicação da criação que jamais ouvi."
               A partir daquele momento Edwin Hubble (1889 x 1953), com seu novo telescópio estudou detidamente o assunto, e sua conclusão, por mais que contrariasse o senso comum, era inescapável: "as estrelas estão todas fugindo da Terra, e quanto mais longe,mais depressa. As estrelas não estão apenas  se afastando da Terra, mas se afastando umas das outras.
               Finalmente, em 1948, o astrônomo americano de origem russa George Gamow (1904 x 1968) fez o raciocínio óbvio: "se as estrelas amanhã estarão mais distantes umas das outras, então obviamente ontem estavam mais próximas. E antes mais ainda. Portanto, em algum momento do passado, estavam todas juntas num único ponto. A concentração inimaginável de matéria, como logo os físicos demonstraram daria realmente origem a uma explosão interminável que é hoje o nosso universo. 
                  Com complicados cálculos afirma que o universo nasceu entre 13  ou 15 bilhões de anos, a partir da tal explosão. Esta afirmação baseia-se em evidências e fenômenos observados hoje no cosmos, onde se encontram os prováveis resquícios da explosão original. 
                  Apesar de ser a ideia mais aceita pela ciência, o Big Bang nunca foi comprovado, e é bem provável que nunca o seja. Por essa razão é que se trata apenas de uma teoria. Mas, é bom lembrar, que também a existência de um deus supremo também é uma simples teoria que nunca foi provada, e continua apenas baseada na fé.  
              Os cientistas do Centro Europeu de Física Nuclear (CEFN), laboratório que abriga o mais potente acelerador de partículas do mundo, estão tentando recriar o Big Bang com seus experimentos. Nesse momento, centenas de cientistas trabalham neste sentido. 
               Na década de 1950, a teoria chegou a ser ameaçada pelo modelo do "estado estacionário" que dizia que o Universo teria sido o mesmo em todos os lugares e em todos os tempos. 
                   Outro questionamento surge quando se pensa naquilo que poderia existir antes do Big Bang. Na opinião do astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser, autor do livro "A Dança do Universo", não existia simplesmente nada. Ele afirma que nunca houve um "antes" e que este tipo de pergunta é fruto de preconceito, de querer encontrar um evento anterior a tudo. (aqui aproveita para lembrar que, para orgulho dos brasileiros, Marcelo Gleiser foi o ganhador do "Prêmio Templeton", considerado o Nobel da Espiritualidade). O tempo simplesmente não existia. Ele surgiu na criação originária no próprio Big Bang. 
               No que se refere à descrição dos fenômenos do início do Universo, podemos concluir que ainda não há uma teoria que possa ser dada como absolutamente certa e definitiva. 
                 Essa teoria tem a seguinte cronologia: 
  • No primeiro segundo ocorre o Big Bang.
  • No período de 01 segundo a 03 minutos a temperatura caiu de 100 bilhões para cerca de 1 bilhão de graus Célsius, permitindo o surgimento dos primeiros elementos: hélio e hidrogênio. 
  • No período de 03 minutos a 300 mil anos, a partir do hélio e hidrogênio, surgiram os prótons, elétrons e nêutrons que se combinaram formando os primeiros átomos. 
  • No período de 300 mil a 1 bilhão de anos formaram-se as primeiras estrelas. 
  • No período de 1 a 5 bilhões de anos, os grupos de estrelas deram origem às galáxias;
  • No período de 5 a 13 bilhões de anos ocorreram o nascimento do Sol, da terra e do nosso sistema planetário.

                  Apesar de todo o avanço científico e tecnológico, muitas pessoas, em todo o planeta, continuam acreditando que o mundo foi criado por uma entidade suprema. Poderíamos, então, dizer: "no princípio era o verbo, e ele explodiu".  As idéias criacionistas surgiram nas areias do deserto do velho mundo da Mesopotâmia e região, onde alguns judeus, beduínos e andarilhos passavam seus dias na ociosidade, imaginando e muitos registrando seus pensamentos e superstições que até hoje influenciam a civilização moderna. Este fato está tão enraizado na nossa civilização que ainda hoje se utiliza, por exemplo, do "juramento sobre a Bíblia" nos tribunais. Essa crença tem seu principal alicerce no fato de que nenhuma teoria foi totalmente provada e, portanto, continua sendo apenas uma teoria. É nessa lacuna de dúvidas que todas as religiões prosperam e têm seu conceito afirmando que o mundo foi criação de um ser superior, mas também não sabem explicar como surgiu este  ser superior. Isso só nos confirma que também se trata de uma teoria. 

PARA LER DESDE O INÍCIO 
clique no link abaixo 

Na lateral direita do blog, você encontra o índice. É só clicar que imediatamente aparece o que quer ler.